segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Nega, que blogue é esse?

Então, era um blogue antigo de uma pessoa antiga, que era eu. Mas não é mais. Quer dizer, a pessoa mudou e o blogue tinha que mudar também. Uma pessoa nova, um blogue novo. A pessoa escrevia sobre tudo no blogue antigo e vai continuar escrevendo no novo, porque a pessoa mudou, mas a vontade de compartilhar coisas com pessoas outras não. É isso. O blogue novo é isso, vontade de compartilhar.

Não é vontade de escrever, tipo escritor sente. Escrever é só o instrumento pra poder compartilhar. E nem é assim tão agradável, porque a pessoa não escreve bem, não tem facilidade pra escrever. Mas cismou de querer compartilhar, cheia de opinião que é. Então escreve. Tipo músico que compõe mas não canta e acaba cantando só pra compartilhar o que compôs.

O Lenine diz que não canta bem. Mas aí eu já não concordo, né! Mas ele diz. E diz também que só começou a cantar porque precisava da voz pra mostrar as canções que compunha. Precisou da voz, que sorte a nossa! Mas eu não estou me comparando ao Lenine, hein, pelo amor de deus!

Mas voltando ao blogue novo... Viva a segunda! Viva!!! E viva a terça, a quarta, a quinta... Eu sei, eu sei, é difícil comemorar a segunda. A segunda talvez seja o dia da semana mais difícil de amar, mas penso eu que se a gente consegue amar a segunda não existe mais nada nesse mundo que a gente não possa amar. E eu gosto dessa ideia. Porque amor de verdade é isso, né não?! Tem que rolar um desafio, uma superação, senão ninguém bota fé no amor.

Veja bem, amar a sexta é fácil. Amar a sexta é como amar o Brad Pitt ou a Angelina. Puxa vida, quem não ama aqueles dois? A gente até ama por extensão aquela renca de filhos que eles arrumaram! Amar a sexta é amar a perfeição. E amar a perfeição é a coisa mais fácil que existe. E a pessoa tá numa fase de querer amar o difícil, o imperfeito, o impossível. Sabe cumé?

O Lenine entende do riscado. É bom ir se acostumando, que ele vai aparecer muito por aqui, pra muito além do trocadilho infame do título deste post. Mas ele diz assim:

O que é bonito?
É o que persegue o infinito
Mas eu não sou
Eu não sou, não...
Eu gosto é do inacabado
O imperfeito, o estragado que dançou
O que dançou...
Eu quero mais erosão
Menos granito
Namorar o zero e o não
Escrever tudo o que desprezo
E desprezar tudo o que acredito
Eu não quero a gravação, não
Eu quero o grito
Que a gente vai, a gente vai
E fica a obra
Mas eu persigo o que falta
Não o que sobra
Eu quero tudo
Que dá e passa
Quero tudo que se despe
Se despede e despedaça
O que é bonito...

Aí eu já concordo, né! É por isso que eu quero saudar e Viver (assim, com V maiúsculo) a segunda. As segundas. As terças, as quartas e as quintas. Não só, mas especialmente. E propor o mesmo pra todo mundo que aparecer por aqui.

Tem beleza na segunda. E é uma beleza rara. Daquela que não se nota assim numa primeira olhadela descompromissada. É preciso pôr reparo. É preciso tempo. É preciso olhar com calma. Feito namoradeira debruçada na janela. Sem pressa. É preciso buscar "o que é bonito" nas coisas.

Felicidade também é assim. E felicidade tem muito a ver com segunda. Ou vai ter daqui pra frente. Porque, sério, eu já tô meio velha pra ficar desperdiçando segundas como quem acredita, tola, que depois basta replantá-las para se tornarem inesgotáveis como pés de eucalipto.

E vai que numa hora dessas, assim meio de repente, o mundo resolve acabar antes da sexta! "Aqui jaz Bárbara Zapico Bretas. Viveu como se fosse a última segunda-feira da sua vida. E era."


Nenhum comentário:

Postar um comentário

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...